E se acabar, que diferença faz?
Recentemente o Discovery Channel anunciou um documentário chamado "O Papa do fim do mundo", título esse também utilizado pela editora Caras em seu mais novo lançamento. Ambas as mídias devem detalhar com base em indícios lógicos e claros que este Papa será, dentre centenas de Papas em milhares de anos, o último.
Não, o vaticano não está decretando falência, e está bem longe disso! Acontece que, segundo eles, uma profecia antiga diz que o mundo iria acabar após alguns acontecimentos (acontecimentos estes que eu não faço questão nenhuma de procurar saber) e que a renúncia do Bento XVI faria parte destes preparativos para o fim do mundo. Sem mundo não há pessoas, sem pessoas não há dinheiro, logo, não haverá vaticano nem Papa.
Tenho pouco mais de duas décadas, mas me recordo de pelo menos três fins do mundo no meu curto período de vida. A primeira vez que o mundo acabou, que eu tenha ciência, foi na virada de 1999 para 2000, não lembro exatamente o porque, mas dos meus fins, foi o único que me deu medo, provavelmente pela pouca idade. A segunda foi no dia 06/06/2006, por algum curioso motivo as pessoas associaram a data ao inofensivo número 666 que dizem ser o da besta e lá se foi mais um mundo. A terceira e mais recente foi em 21/12/2012 e esta tinha precisão de horas (infelizmente não recordo com exatidão), segundo "especialistas" os maias, com toda a sua engenhosidade, dedicaram suas vidas à calcular os dias de vida da terra, ao invés de produzirem iPhone's, provavelmente este foi o motivo de sua extinção.
Não me considero um veterano em fins de mundo, até porque três não é uma boa quantidade, nem sou um sobrevivente. Minha ausência de preocupação vai além da falta de crença em mitologias, não me preocupo principalmente por saber que meus dias estão contados desde o nascimento. Como disse Raul, "O caminho da vida é a morte" e todos, sem exceção, vamos morrer, até mesmo os milionários que se congelaram para serem ressuscitados morrerão novamente se conseguirem.
Vejo na TV gente que morre em acidente de ônibus, assalto, meu tio favorito morreu de infarto (no dia do meu aniversário). Todos em datas sem importância (dividindo o número de pessoas que sabe o dia do meu aniversário por 7.000.000.000 verá que essa é uma data sem importância), em horários sem importância, de formas ridículas e bobas. Já pensou no brilhantismo que seria morrer com outras 7 bilhões de pessoas, no último dia, tendo a chance de falar a última frase? Eu penso bastante e esse é um grande motivo que me faz querer viver isso, morrer no fim, saber como é ainda que não dê pra contar pra ninguém.
Infelizmente as chances de eu morrer em uma data tão importante são mínimas, não quero convencer ninguém de que o mundo vai sobreviver ao "último Papa", apenas informar que ele vai sobreviver ao "último Papa"! E ainda que pouco depois disso ele venha a acabar, anime-se, você terá um final foda!
Não, o vaticano não está decretando falência, e está bem longe disso! Acontece que, segundo eles, uma profecia antiga diz que o mundo iria acabar após alguns acontecimentos (acontecimentos estes que eu não faço questão nenhuma de procurar saber) e que a renúncia do Bento XVI faria parte destes preparativos para o fim do mundo. Sem mundo não há pessoas, sem pessoas não há dinheiro, logo, não haverá vaticano nem Papa.
Tenho pouco mais de duas décadas, mas me recordo de pelo menos três fins do mundo no meu curto período de vida. A primeira vez que o mundo acabou, que eu tenha ciência, foi na virada de 1999 para 2000, não lembro exatamente o porque, mas dos meus fins, foi o único que me deu medo, provavelmente pela pouca idade. A segunda foi no dia 06/06/2006, por algum curioso motivo as pessoas associaram a data ao inofensivo número 666 que dizem ser o da besta e lá se foi mais um mundo. A terceira e mais recente foi em 21/12/2012 e esta tinha precisão de horas (infelizmente não recordo com exatidão), segundo "especialistas" os maias, com toda a sua engenhosidade, dedicaram suas vidas à calcular os dias de vida da terra, ao invés de produzirem iPhone's, provavelmente este foi o motivo de sua extinção.
Não me considero um veterano em fins de mundo, até porque três não é uma boa quantidade, nem sou um sobrevivente. Minha ausência de preocupação vai além da falta de crença em mitologias, não me preocupo principalmente por saber que meus dias estão contados desde o nascimento. Como disse Raul, "O caminho da vida é a morte" e todos, sem exceção, vamos morrer, até mesmo os milionários que se congelaram para serem ressuscitados morrerão novamente se conseguirem.
Vejo na TV gente que morre em acidente de ônibus, assalto, meu tio favorito morreu de infarto (no dia do meu aniversário). Todos em datas sem importância (dividindo o número de pessoas que sabe o dia do meu aniversário por 7.000.000.000 verá que essa é uma data sem importância), em horários sem importância, de formas ridículas e bobas. Já pensou no brilhantismo que seria morrer com outras 7 bilhões de pessoas, no último dia, tendo a chance de falar a última frase? Eu penso bastante e esse é um grande motivo que me faz querer viver isso, morrer no fim, saber como é ainda que não dê pra contar pra ninguém.
Infelizmente as chances de eu morrer em uma data tão importante são mínimas, não quero convencer ninguém de que o mundo vai sobreviver ao "último Papa", apenas informar que ele vai sobreviver ao "último Papa"! E ainda que pouco depois disso ele venha a acabar, anime-se, você terá um final foda!
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