Renúncia
Sabe quando você está tão mal, mas tão mal a ponto de passar o dia inteiro com a cabeça afundada no travesseiro esperando um telefonema que nunca chega. Vivi isso algumas vezes e hoje acho que entendo o porque isso acontece.
Não se trata necessariamente de momentos bons ou ruins, depende especificamente de referencial! Há momentos que estamos péssimos por não termos aquilo que desejamos, o que não implica que desejemos algo bom, mas que o motivo do mal estar seja por não cumprimos uma meta pré estabelecida.
Nesse caso o bem estar, satisfação, amor, ou seja lá o nome que dermos, não estará relacionado com boas vivências, mas ao simples alívio do objetivo alcançado. O temor da rejeição muitas vezes sobrepõe outras vontades, fazendo com que lutemos por uma prévia aceitação, ainda que essa não seja nossa vontade a longo prazo.
Mas independente da vontade de terceiros, temos que estar sempre preparados para sermos renunciados. Como numa partida de sueca, renunciar é parte da vida. É afirmar que se tem aquilo que não se tem, mentir, para um objetivo maior, assumindo as consequências de ser pego no flagra a qualquer momento.
Agir de má fé não é de todo errado, exige muita coragem, planejamento e cara de pau. Coragem para agir de modo indevido, planejamento para saber lhe dar com o inusitado e cara de pau para, depois que não houver alternativas, arcar com as consequências da atitude mal tomada. Mas ainda assim faz parte do jogo e do alto crescimento, renunciar e ser renunciado é uma atitude muito presente em nossas vidas e o sucesso está diretamente relacionado à manipulação dessas etapas.
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